Preciso de Pós-Graduação para ser Perito Fisioterapeuta?

Preciso de Pós-Graduação para ser Perito Fisioterapeuta?

A resposta jurídica é simples. A resposta prática é mais incômoda.

Essa é uma das perguntas que mais aparecem nas minhas redes sociais.
“Douglas, para ser perito eu preciso de pós-graduação?”

Se você está esperando uma resposta curta e confortável, ela não existe.
Existe a resposta legal e existe a resposta estratégica.
E confundir as duas é o primeiro erro de quem quer entrar na área pericial.

Vamos por partes.


O que a legislação realmente exige para alguém ser perito?

Se você voltar ao Código de Processo Civil, vai perceber algo que muita gente ignora de propósito:
em nenhum momento o CPC define qual curso o perito deve ter, nem exige pós-graduação.

O que o Código diz é direto:
o perito deve ser especialista no objeto da perícia.

Só isso.

Ou seja, juridicamente falando, o diploma de fisioterapia já habilita o profissional a atuar como perito.
No dia em que você colou grau, a lei passou a permitir essa atuação.

Aqui muita gente comemora cedo demais.


Estar habilitado não é estar capacitado

Vou usar uma analogia simples, mas brutalmente verdadeira.

A carteira de motorista habilita alguém a dirigir.
Ela não garante que essa pessoa dirige bem.

Todos nós conhecemos pessoas habilitadas que são péssimos motoristas.
No trânsito da perícia, isso também acontece.

O diploma habilita, mas não capacita.

E o Judiciário não perdoa amadorismo.


Então a pós-graduação não é obrigatória?

Não.
Ela não é obrigatória do ponto de vista legal.

Mas aqui entra um ponto que muitos colegas fingem não enxergar:
a perícia não é um concurso público com regra objetiva de entrada.
Ela é um ambiente de confiança.

Especialmente quando falamos em perito do juízo.


O juiz não te conhece. Ele escolhe quem transmite mais segurança.

O perito do juízo ocupa um cargo de confiança.
O juiz nomeia pessoas em quem confia tecnicamente e eticamente.

No início, ele não te conhece.
O que ele tem para avaliar?

Seu currículo.

Agora seja honesto consigo mesmo:
se você fosse juiz, entre dois profissionais igualmente apresentados, um com cursos livres e outro com pós-graduação na área, quem você escolheria?

Aqui não é sobre mérito moral.
É sobre critério prático de escolha.

A pós-graduação pesa.
Negar isso é ingenuidade ou autoengano.


O erro comum: começar pela pós-graduação

Aqui eu vou te provocar.

Muita gente começa errado.
Entra direto numa pós-graduação longa, cara e densa sem nem saber se gosta da área.

Resultado?
Tempo jogado fora.
Dinheiro queimado.
Frustração acumulada.

Perícia não é glamour.
É leitura pesada, responsabilidade jurídica e cobrança constante.

Nem todo fisioterapeuta se adapta a isso.


O caminho mais inteligente para começar

Se você ainda está explorando a área, o primeiro passo não é a pós-graduação.

O primeiro passo é:

  • Um bom curso introdutório
  • Um professor que esteja em campo
  • Conteúdo que mostre a realidade, não a fantasia da perícia

Foi exatamente assim que eu fiz.

Comecei com um curso intensivo, curto, denso e desconfortável.
Aprendi o básico, apanhei um pouco, estudei muito sozinho e comecei a atuar.

Só depois de cerca de um ano, já inserido na área, dei o passo seguinte para a pós-graduação.
Porque aí eu tinha certeza:
“É isso que eu quero fazer.”


Nem todo caminho na perícia exige pós-graduação

Outro erro comum é achar que só existe um tipo de atuação.

Você não precisa começar como perito do juízo.

Existem outros caminhos:

  • Assistente técnico
  • Consultor técnico
  • Parecerista

Nessas atuações, o advogado não está preocupado com seu currículo acadêmico.
Ele quer saber uma coisa só:

Você resolve o problema dele ou não?

Se você entrega resultado, volta a ser contratado.
Se não entrega, o mercado te expulsa rápido.

Aqui não existe espaço para discurso bonito.


Quando a pós-graduação se torna necessária

Se o seu objetivo é claro, consistente e de longo prazo.
Se você quer ser perito do juízo.
Se você quer construir carreira sólida na perícia fisioterapêutica.

Então sim.
A pós-graduação deixa de ser opcional e passa a ser estratégica.

Não como ponto de partida.
Mas como ponto de consolidação.


Como escolher um bom curso ou pós-graduação

Aqui vai outro alerta que pouca gente faz.

Não escolha curso pelo nome bonito.
Nem pelo marketing agressivo.

Olhe:

  • A grade curricular
  • As esferas abordadas: trabalhista, previdenciária, securitária, fiscal, isenções
  • O corpo docente

E principalmente:
investigue os professores.

Hoje isso é fácil:

  • Instagram
  • LinkedIn
  • Produção de conteúdo
  • Atuação real na área

Professor que nunca esteve no campo não ensina perícia.
Ensina teoria vazia.

E teoria vazia não sustenta laudo.


Conclusão direta, sem romantização

Você não precisa de pós-graduação para começar.
Mas vai precisar de capacitação real para permanecer.

A pós-graduação não te coloca automaticamente no mercado.
Mas a falta dela pode te tirar da disputa quando o nível sobe.

O erro não é fazer pós.
O erro é fazer no momento errado e pelo motivo errado.

Se você não tem certeza, comece pequeno.
Se você tem certeza, invista com critério.

Tempo e dinheiro são recursos demais para serem desperdiçados.

Se esse texto te ajudou, compartilhe com alguém que esteja nessa dúvida.
E se quiser aprofundar, continue acompanhando os próximos Conselhos do Perito.A resposta jurídica é simples. A resposta prática é mais incômoda.

Essa é uma das perguntas que mais aparecem nas minhas redes sociais.
“Douglas, para ser perito eu preciso de pós-graduação?”

Se você está esperando uma resposta curta e confortável, ela não existe.
Existe a resposta legal e existe a resposta estratégica.
E confundir as duas é o primeiro erro de quem quer entrar na área pericial.

Vamos por partes.


O que a legislação realmente exige para alguém ser perito?

Se você voltar ao Código de Processo Civil, vai perceber algo que muita gente ignora de propósito:
em nenhum momento o CPC define qual curso o perito deve ter, nem exige pós-graduação.

O que o Código diz é direto:
o perito deve ser especialista no objeto da perícia.

Só isso.

Ou seja, juridicamente falando, o diploma de fisioterapia já habilita o profissional a atuar como perito.
No dia em que você colou grau, a lei passou a permitir essa atuação.

Aqui muita gente comemora cedo demais.


Estar habilitado não é estar capacitado

Vou usar uma analogia simples, mas brutalmente verdadeira.

A carteira de motorista habilita alguém a dirigir.
Ela não garante que essa pessoa dirige bem.

Todos nós conhecemos pessoas habilitadas que são péssimos motoristas.
No trânsito da perícia, isso também acontece.

O diploma habilita, mas não capacita.

E o Judiciário não perdoa amadorismo.


Então a pós-graduação não é obrigatória?

Não.
Ela não é obrigatória do ponto de vista legal.

Mas aqui entra um ponto que muitos colegas fingem não enxergar:
a perícia não é um concurso público com regra objetiva de entrada.
Ela é um ambiente de confiança.

Especialmente quando falamos em perito do juízo.


O juiz não te conhece. Ele escolhe quem transmite mais segurança.

O perito do juízo ocupa um cargo de confiança.
O juiz nomeia pessoas em quem confia tecnicamente e eticamente.

No início, ele não te conhece.
O que ele tem para avaliar?

Seu currículo.

Agora seja honesto consigo mesmo:
se você fosse juiz, entre dois profissionais igualmente apresentados, um com cursos livres e outro com pós-graduação na área, quem você escolheria?

Aqui não é sobre mérito moral.
É sobre critério prático de escolha.

A pós-graduação pesa.
Negar isso é ingenuidade ou autoengano.


O erro comum: começar pela pós-graduação

Aqui eu vou te provocar.

Muita gente começa errado.
Entra direto numa pós-graduação longa, cara e densa sem nem saber se gosta da área.

Resultado?
Tempo jogado fora.
Dinheiro queimado.
Frustração acumulada.

Perícia não é glamour.
É leitura pesada, responsabilidade jurídica e cobrança constante.

Nem todo fisioterapeuta se adapta a isso.


O caminho mais inteligente para começar

Se você ainda está explorando a área, o primeiro passo não é a pós-graduação.

O primeiro passo é:

  • Um bom curso introdutório
  • Um professor que esteja em campo
  • Conteúdo que mostre a realidade, não a fantasia da perícia

Foi exatamente assim que eu fiz.

Comecei com um curso intensivo, curto, denso e desconfortável.
Aprendi o básico, apanhei um pouco, estudei muito sozinho e comecei a atuar.

Só depois de cerca de um ano, já inserido na área, dei o passo seguinte para a pós-graduação.
Porque aí eu tinha certeza:
“É isso que eu quero fazer.”


Nem todo caminho na perícia exige pós-graduação

Outro erro comum é achar que só existe um tipo de atuação.

Você não precisa começar como perito do juízo.

Existem outros caminhos:

  • Assistente técnico
  • Consultor técnico
  • Parecerista

Nessas atuações, o advogado não está preocupado com seu currículo acadêmico.
Ele quer saber uma coisa só:

Você resolve o problema dele ou não?

Se você entrega resultado, volta a ser contratado.
Se não entrega, o mercado te expulsa rápido.

Aqui não existe espaço para discurso bonito.


Quando a pós-graduação se torna necessária

Se o seu objetivo é claro, consistente e de longo prazo.
Se você quer ser perito do juízo.
Se você quer construir carreira sólida na perícia fisioterapêutica.

Então sim.
A pós-graduação deixa de ser opcional e passa a ser estratégica.

Não como ponto de partida.
Mas como ponto de consolidação.


Como escolher um bom curso ou pós-graduação

Aqui vai outro alerta que pouca gente faz.

Não escolha curso pelo nome bonito.
Nem pelo marketing agressivo.

Olhe:

  • A grade curricular
  • As esferas abordadas: trabalhista, previdenciária, securitária, fiscal, isenções
  • O corpo docente

E principalmente:
investigue os professores.

Hoje isso é fácil:

  • Instagram
  • LinkedIn
  • Produção de conteúdo
  • Atuação real na área

Professor que nunca esteve no campo não ensina perícia.
Ensina teoria vazia.

E teoria vazia não sustenta laudo.


Conclusão direta, sem romantização

Você não precisa de pós-graduação para começar.
Mas vai precisar de capacitação real para permanecer.

A pós-graduação não te coloca automaticamente no mercado.
Mas a falta dela pode te tirar da disputa quando o nível sobe.

O erro não é fazer pós.
O erro é fazer no momento errado e pelo motivo errado.

Se você não tem certeza, comece pequeno.
Se você tem certeza, invista com critério.

Tempo e dinheiro são recursos demais para serem desperdiçados.

Se esse texto te ajudou, compartilhe com alguém que esteja nessa dúvida.
E se quiser aprofundar, continue acompanhando os próximos Conselhos do Perito.

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