O Perito Entregou o Laudo Antes do Prazo. Como Assistente Técnico, Eu Ainda Devo Entregar o Parecer?

Introdução. A dúvida que só aparece quando o laudo é favorável

Você acompanha a perícia, o perito coleta tudo corretamente, entrega o laudo antes do prazo e, quando o documento chega, está totalmente favorável ao seu cliente.

E aí surge a pergunta clássica que pipoca no meu Instagram.

“Douglas, se o laudo já foi favorável, eu ainda preciso entregar o parecer como Assistente Técnico?”

Muita gente acha que não. E é exatamente aí que mora o erro estratégico.

A primeira verdade que você precisa encarar. Você foi contratado para isso

Vamos começar pelo básico, que muita gente tenta ignorar.

Você foi contratado para atuar como Assistente Técnico.
Você explicou ao advogado e ao cliente que iria acompanhar a diligência, analisar o laudo e entregar um parecer técnico.

Não entregar o parecer porque o laudo veio favorável pega mal.
Não é estratégia. É quebra de expectativa e, em alguns casos, quebra contratual.

Na Fisioterapia Forense, reputação não se constrói com atalhos. Se constrói com consistência.

Parecer alinhado ao laudo não é redundância. É reforço técnico

Aqui está um ponto que muita gente não enxerga.

Quando você entrega um parecer alinhado ao laudo do perito do juízo, o processo ganha peso técnico.

Na prática, o que acontece é o seguinte:

  • O perito do juízo sustenta a tese.
  • O Assistente Técnico endossa os achados.
  • Dois profissionais técnicos independentes chegam à mesma conclusão.

No processo, isso vira o famoso “2 a 0”.

Não é opinião. É força probatória.

Como isso fortalece a estratégia do advogado

Quando o seu parecer entra nos autos alinhado ao laudo judicial, o advogado passa a ter munição técnica para se manifestar.

Ele pode afirmar, por exemplo:

  • Que a contestação já apontava a inexistência do nexo causal.
  • Que o parecer do Assistente Técnico confirmou essa tese.
  • Que o laudo do perito do juízo foi congruente com ambos.

Isso reforça a tese inicial, seja na petição inicial ou na contestação.
E reforça com técnica, não com discurso.

O erro de pensar só na primeira instância

Agora vem o ponto que separa o amador do profissional.

Processo não acaba na primeira instância.

Segunda instância existe. Revisão existe. Impugnação existe. Surpresa existe.

Já pensou se lá na frente alguém aponta uma falha formal no laudo do perito do juízo e você não entregou parecer?

Nesse cenário, o advogado vai te ligar desesperado.

“Douglas, cadê o parecer? A gente precisa agora.”

E aí você corre atrás, fora de timing, sem estratégia e sob pressão.

Na Perícia Fisioterapêutica, prevenção sempre vence improviso.

Autoridade não nasce do nada. Ela é construída no processo

Existe outro ganho que quase ninguém percebe.

O juiz lê os documentos que entram no processo.

Quando você entrega pareceres bem escritos, técnicos e alinhados, o juiz começa a reconhecer o seu nome.

Ele percebe padrão, coerência e responsabilidade técnica.

Você deixa de ser “mais um” Fisioterapeuta Perito ou Assistente Técnico e passa a ser alguém confiável aos olhos do Judiciário.

O que não é visto, não é lembrado.

E se o laudo não estivesse alinhado?

Outro detalhe importante.

Quando você já tem um parecer técnico bem construído, impugnar um laudo desfavorável fica muito mais fácil.

Você não começa do zero.
Você se apoia no que já produziu.

Na Fisioterapia Forense, quem documenta primeiro, joga com vantagem.

Conclusão. A resposta é simples, mas exige maturidade profissional

Se você foi contratado, entregue o seu parecer.

Independente de o laudo ter sido favorável ou não.

Você cumpre o contrato, fortalece a tese do advogado, protege o processo em instâncias futuras e constrói autoridade real no Judiciário.

Isso é pensamento estratégico de quem entende de Fisioterapia Forense, Perícia Fisioterapêutica e atuação como Assistente Técnico.

Não é sobre fazer menos porque “já deu certo”.
É sobre fazer certo sempre.

Se você quer aprender a pensar processo, e não só produzir documentos, continue acompanhando meus conteúdos. É exatamente isso que separa quem atua pontualmente de quem constrói carreira sólida na área forense.

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