Assistente Técnico Pode Avaliar Junto com o Perito? Entenda Como se Comportar no Ato Pericial

Introdução

Você já passou por essa situação?

Chega o dia da perícia.
Sala cheia.
Perito com pouco tempo.
O reclamante nervoso.
E você ali, como Assistente Técnico, tentando entender qual é exatamente o seu papel naquele momento.

Muitos fisioterapeutas que estão entrando na Fisioterapia Forense ficam com essa dúvida:

O Assistente Técnico pode avaliar junto com o perito durante a diligência?

A resposta é sim.
Mas existe uma forma correta de fazer isso.

E se você não entender essa dinâmica, pode acabar criando conflito no ato pericial ou até prejudicando o próprio cliente.

Vamos conversar sobre isso.


O Papel do Assistente Técnico na Perícia Fisioterapêutica

Primeiro ponto que você precisa entender.

Na Perícia Fisioterapêutica, o protagonista do ato pericial é o perito nomeado pelo juiz. Ele é o responsável pela condução da diligência e pela elaboração do laudo.

O Assistente Técnico, por outro lado, tem outra função dentro da Fisioterapia Forense.

Ele existe para:

• acompanhar o ato pericial
• observar a metodologia utilizada
• registrar informações relevantes
• levantar pontos técnicos
• elaborar posteriormente o seu parecer

Ou seja, o Assistente Técnico não dirige a perícia.
Ele acompanha e complementa.

Essa postura muda completamente a dinâmica dentro da sala.


Antes da Perícia: Uma Estratégia Inteligente

Se você estiver atuando como Assistente Técnico do reclamante, existe uma estratégia muito inteligente que poucos profissionais utilizam.

Avaliar o paciente antes da perícia.

Isso tem várias vantagens.

Primeiro, porque muitos pacientes ficam extremamente nervosos no momento da perícia. Eles esquecem informações importantes, se confundem nas respostas ou até gaguejam durante a entrevista.

Quando você avalia antes, consegue:

• entender a história clínica
• revisar exames e documentos
• organizar as informações relevantes
• preparar o paciente para o que vai acontecer

Não se trata de induzir respostas.
Isso seria antiético.

A ideia é apenas explicar como funciona o exame.

Quais perguntas o perito costuma fazer.
Quais testes podem ser realizados.
Como ocorre a avaliação física.

Isso ajuda o paciente a chegar mais tranquilo no dia da Perícia Fisioterapêutica.


Durante a Diligência: Como se Comportar

Aqui entra um ponto que separa o profissional experiente do iniciante.

Durante o ato pericial, a melhor postura é observar primeiro.

Deixe o Fisioterapeuta Perito conduzir o exame.

Ele vai:

• entrevistar o reclamante
• fazer perguntas
• realizar testes físicos
• analisar documentos

Seu papel nesse momento é acompanhar.

Anotar.
Observar.
Registrar detalhes.

Se você começar a fazer perguntas o tempo todo, pode gerar desconforto no ambiente.

Lembre de um detalhe importante.

Em muitas perícias trabalhistas o perito atende um caso a cada 45 minutos ou uma hora. O tempo é curto.

Se o Assistente Técnico começa a interromper o exame o tempo todo, isso pode ser interpretado como tentativa de interferência.


Quando Fazer Perguntas na Perícia

Existe um momento adequado para isso.

Depois que o perito conclui a entrevista ou o exame.

Nesse momento você pode, com educação, pedir autorização.

Algo simples.

“Doutor, o senhor me permite fazer algumas perguntas complementares?”

Na maioria das vezes o perito vai permitir sem problema nenhum.

Essas perguntas funcionam como quesitos suplementares, que são questões levantadas durante a diligência para esclarecer pontos relevantes da avaliação.

Esse tipo de postura cria um ambiente de respeito profissional.

E isso é fundamental dentro da Fisioterapia Forense.


E Quando a Perícia é Ergonômica?

Na perícia ergonômica a dinâmica muda um pouco.

Isso porque a avaliação geralmente ocorre dentro da empresa.

Nesse cenário, o Fisioterapeuta Perito costuma:

• entrevistar gestores
• conversar com técnicos de segurança
• observar o posto de trabalho
• analisar a atividade laboral

O Assistente Técnico acompanha tudo.

Deixe o perito fazer as perguntas primeiro.

Depois, se perceber que algo importante ficou de fora, você pode pedir licença para complementar.

Por exemplo:

“Doutor, posso fazer algumas perguntas ao técnico de segurança?”

Essa postura demonstra profissionalismo e evita conflitos.


Quando Você É Assistente da Empresa

Nesse caso, normalmente você não terá a oportunidade de avaliar o reclamante antes da perícia.

Sua primeira avaliação acontecerá ali, durante o ato pericial.

A lógica continua a mesma.

Observe primeiro.

Depois, se necessário, peça autorização para realizar testes complementares ou registrar informações adicionais.

O Assistente Técnico tem o direito de realizar avaliações necessárias para fundamentar seu parecer.

Esse parecer será apresentado posteriormente no processo.


Um Erro Comum nas Perícias

Existe algo que acontece com frequência em perícias dentro de empresas.

A sala fica lotada.

Já participei de diligências com:

• gerente de produção
• gerente de RH
• técnico de segurança
• médico do trabalho
• engenheiro
• supervisores
• líderes de setor

Às vezes quinze pessoas dentro da sala.

E a maioria delas não contribui em nada.

Pior ainda.

Essa multidão pode intimidar o reclamante durante a entrevista.

Em muitos casos, isso acaba gerando até problemas processuais.

Por isso, quanto mais organizada e objetiva for a diligência, melhor para todos.


O Assistente Técnico Também Ajuda o Perito

Uma coisa que pouca gente percebe é que um bom Assistente Técnico pode facilitar muito o trabalho do perito.

Ele pode:

• ajudar a organizar documentos
• evitar confusão na entrevista
• apontar informações relevantes
• garantir que dados importantes não sejam omitidos

Quando existe colaboração técnica entre os profissionais, a Perícia Fisioterapêutica fica muito mais qualificada.

E quem ganha com isso é a própria justiça.


O Parecer do Assistente Técnico

Depois da diligência vem o trabalho mais importante.

A elaboração do parecer.

Esse documento analisa tecnicamente o laudo do perito e apresenta a visão da parte que você está assistindo.

Dentro da Fisioterapia Forense, o parecer do Assistente Técnico pode:

• concordar com o laudo
• discordar parcialmente
• apresentar divergências técnicas

Por isso é tão importante acompanhar a diligência com atenção.

O que você observa ali vai fundamentar todo o seu parecer.


Conclusão

Se você está começando na Fisioterapia Forense, guarde uma regra simples.

O Assistente Técnico participa da perícia.
Mas ele não conduz a perícia.

Observe primeiro.
Pergunte depois.

Tenha postura profissional.
Respeite o papel do Fisioterapeuta Perito.

Quando existe respeito entre os profissionais, a Perícia Fisioterapêutica se torna muito mais produtiva.

E mais importante.

A nossa profissão cresce.

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