Você fez curso. Estudou Fisioterapia Forense. Está regular no CREFITO.
Se cadastrou no tribunal.
E mesmo assim… nunca foi nomeado.
A pergunta é direta:
Como se apresentar ao juiz e, de fato, se tornar Perito do Juízo?
Se você acha que basta fazer o cadastro e esperar o telefone tocar, eu preciso ser honesto: você está jogando o jogo errado.
Primeiro: Pare de Achar que “Ser Perito” é Só Querer
Ninguém escolhe você por pena.
Ninguém te nomeia porque você fez um curso.
E muito menos porque você “merece uma chance”.
Ser Fisioterapeuta Perito é ocupar um cargo de confiança.
O juiz delega a você parte do raciocínio dele.
Você é uma extensão técnica da decisão judicial.
Isso é sério.
Na Fisioterapia Forense, o perito não é figurante. Ele influencia sentenças.
Etapa 1 – Cadastro no Tribunal (Sem Drama)
Antes de pensar em conversar com juiz, você precisa cumprir o básico:
- Diploma
- Registro profissional ativo
- Alvará de autônomo
- Certificado digital (e-CPF)
- Documentação exigida pelo tribunal
Sem certificado digital, você nem acessa o processo.
Sem organização financeira, você nem começa.
Reclamar das regras não muda o sistema.
Cumprir as regras te coloca no jogo.
Etapa 2 – Entenda Uma Verdade Incômoda
Você pode estar cadastrado há 3 anos e nunca ser chamado.
Isso não é perseguição.
É invisibilidade.
Juiz não nomeia desconhecido aleatório da lista.
Ele nomeia quem transmite segurança.
Etapa 3 – O Caminho Estratégico: Secretário da Vara
A pessoa mais acessível inicialmente é:
- Secretário da Vara
- Secretário direto do juiz
É ele que filtra nomes.
É ele que influencia escolhas.
Você precisa:
- Descobrir quem é.
- Agendar ou comparecer pessoalmente.
- Se apresentar de forma objetiva.
Nada de discurso longo.
Algo como:
“Sou fisioterapeuta com formação em Fisioterapia Forense, atuo com Perícia Fisioterapêutica e estou à disposição para auxiliar o juízo em demandas envolvendo incapacidade, deficiência e ergonomia.”
Simples. Direto. Profissional.
Erro Clássico que Você Está Cometendo
Você deixa só o currículo.
E acha que isso é diferencial.
Não é.
Faça melhor.
Leve:
- Um currículo de uma página
- Um exemplo de laudo pericial
Mesmo que seja fictício.
O laudo é como o cartão de visitas do perito.
É ali que o juiz visualiza sua capacidade técnica.
Entre dois nomes iguais, ele escolhe o que mostrou como trabalha.
Etapa 4 – Peça 5 Minutos com o Juiz
Aqui está o movimento que quase ninguém faz.
Peça educadamente:
“Eu poderia ter cinco minutos com o doutor para me apresentar pessoalmente?”
Nem sempre você conseguirá.
Mas quando consegue, você sai da lista e vira rosto.
E quem tem rosto tem mais chance de nomeação.
Entenda a Rotatividade
Juiz muda.
Secretário muda.
O cenário se renova.
Se você tentou uma vez e desistiu, você perdeu oportunidades invisíveis.
Quem não é visto, não é lembrado.
A Fisioterapia Forense exige constância estratégica.
A Diferença Entre Perito e Assistente Técnico
Enquanto o Assistente Técnico defende a parte, o Fisioterapeuta Perito defende o juízo.
Na Perícia Fisioterapêutica, sua função é responder tecnicamente aos quesitos, analisar nexo causal, avaliar capacidade funcional e entregar um documento claro, objetivo e fundamentado.
Se você não entende essa diferença, já começa perdendo.
O Que Aumenta Suas Chances Realmente
- Documento técnico impecável
- Postura profissional
- Clareza na comunicação
- Persistência estratégica
- Entendimento do papel institucional
Nomeação não acontece por sorte.
Acontece por posicionamento.
A Pergunta Final
Você quer ser perito…
Ou quer esperar que o sistema descubra você?
A Fisioterapia Forense é um mercado de confiança.
E confiança se constrói com presença, preparo e insistência inteligente.
Se você quer aprender a estruturar seu posicionamento, seu laudo e sua estratégia de nomeação, você precisa estar no ambiente certo.
Porque na perícia, quem entrega excelência não é ignorado.
E quem espera, continua esperando.