Preciso Ter CNPJ para Atuar como Perito, Assistente Técnico ou Consultor em Fisioterapia Forense?

Introdução. A dúvida que trava muita gente antes mesmo de começar

Você, colega fisioterapeuta, já pensou em atuar com Fisioterapia Forense, seja como Perito do Juízo, Assistente Técnico ou consultor, mas travou numa pergunta simples e perigosa.

“Eu preciso ter CNPJ para começar?”

Essa dúvida aparece o tempo todo para mim. E o problema não é a pergunta. O problema é a quantidade de decisões erradas que as pessoas tomam por não entenderem como o jogo realmente funciona no bastidor da Perícia Fisioterapêutica.

Vamos desmistificar isso agora, sem romantização e sem conversa fiada.

Para ser Perito do Juízo você não precisa de CNPJ. Precisa de CPF

Comecemos pelo que ninguém te explica direito.

Para atuar como Perito do Juízo, você precisa se cadastrar nos tribunais. Tribunal de Justiça, Justiça Federal, Justiça do Trabalho e assim por diante.

Nesse cadastro, duas coisas são obrigatórias.

  • CPF
  • Certificado Digital do CPF

O juiz não nomeia CNPJ.
O processo judicial não trabalha com CNPJ do perito.
O que vai para o processo é o CPF do advogado, o CPF do perito e o CPF das partes.

Sem CPF digital, você sequer entra no jogo.

E aqui vai um choque de realidade.
Secretarias de vara perguntam isso na lata.

“Você tem CPF digital?”

Se a resposta for não, você perde a nomeação. Simples assim.
Você pode ser excelente tecnicamente, mas sem isso, não atua.

Além disso, no cadastro, você precisará apresentar alvará de autônomo. Isso é um custo. É chato. É Brasil. Reclamar não resolve. Quem não aceita isso, simplesmente não vira Fisioterapeuta Perito.

Então CNPJ não serve para nada? Errado. Serve e muito

Agora vamos ao ponto onde muita gente erra feio por pensar pequeno.

Você não precisa de CNPJ para ser nomeado perito.
Mas você vai precisar de CNPJ para crescer de forma profissional.

Principalmente se você pretende atuar como Assistente Técnico em ações trabalhistas e em demandas envolvendo empresas.

Empresas não gostam de pagar pessoa física.
Empresas trabalham com nota fiscal.
Empresas têm contabilidade rígida.

Sem CNPJ, muitas simplesmente não te contratam.

Isso vira uma objeção silenciosa que você nem percebe.
Você acha que não foi chamado por questão técnica, mas na prática foi por não emitir nota.

Previdenciário, recibo e o erro que custa caro no longo prazo

Na esfera previdenciária, especialmente em ações contra o INSS, é comum o pagamento passar pelo escritório de advocacia.

Muitas vezes, o advogado até aceita pagar via recibo de autônomo.
Funciona? Funciona.

Mas aqui está o problema que quase ninguém calcula.

Pessoa física paga até 27,5 por cento de Imposto de Renda.
Pessoa jurídica bem estruturada paga algo entre 10 e 16 por cento.

No começo parece pouca diferença.
No volume, isso vira um rombo.

Se você quer atuar com Fisioterapia Forense de forma recorrente, CPF é sobrevivência. CNPJ é estratégia.

Preciso de um CNPJ específico de perícia?

Não. E quem diz isso não entende de fisioterapia nem de contabilidade.

Perícia Fisioterapêutica é diagnóstico fisioterapêutico.
É fisioterapia.

Se a atividade principal do seu CNPJ for fisioterapia, consultório ou serviços fisioterapêuticos, você está coberto.

Você pode emitir nota como:

  • Serviços de fisioterapia
  • Consultoria fisioterapêutica
  • Assistência técnica pericial em fisioterapia
  • Fisioterapia forense

Tudo isso é fisioterapia. O ato é fisioterapêutico. O raciocínio é fisioterapêutico. O diagnóstico é fisioterapêutico.

Se você já tem clínica ou consultório, não invente problema onde não existe.

O erro de achar que cadastro no tribunal é suficiente

Outro ponto crítico que trava muita gente.

“Já me cadastrei no tribunal. Agora é só esperar.”

Não é assim que funciona.

Cadastro não gera nomeação automática.
Se fosse assim, todo mundo seria perito.

Existem etapas, postura profissional, forma de apresentação, relacionamento institucional e estratégia de posicionamento.

Se você se cadastrou, pagou o alvará e nunca foi nomeado, o problema não é o sistema. O problema é você não entender como se movimentar dentro dele.

Pessoa jurídica é profissionalismo, não luxo

Eu, particularmente, prefiro receber tudo na pessoa jurídica.

Depois que o imposto é pago, o dinheiro é limpo.
É retirada de lucro.
É organização.
É visão empresarial.

Inclusive, em alguns casos, o próprio tribunal deposita diretamente na conta da pessoa jurídica, e eu emito nota para o tribunal.

Sim, é possível.
Mas exige estrutura, contador e profissionalismo.

E aqui entra um ponto que você precisa engolir se quiser crescer.

CPF não escala.
CNPJ escala.

Os grandes mentores do mercado não falam isso à toa.
Quem quer ficar pequeno, fica no CPF.
Quem quer evoluir, organiza a casa.

Contabilidade hoje não é mais desculpa

Antigamente, contabilidade era cara, pesada e engessada.
Hoje não mais.

Existem contabilidades digitais com mensalidades acessíveis, especialmente para quem está começando e ainda tem pouco movimento.

Sem movimento, você paga pouco.
Com crescimento, a mensalidade acompanha o faturamento.

Isso não é custo. É estrutura.

Conclusão. Quer atuar tranquilo? Seja profissional

Se você quer atuar na Fisioterapia Forense sem dor de cabeça, entenda isso.

Para ser Perito do Juízo, você precisa de CPF, certificado digital e alvará.
Para crescer como Assistente Técnico e consultor, você precisa de CNPJ.

Não é sobre glamour.
É sobre jogar o jogo do jeito certo.

Quem fica reclamando do custo do alvará nunca vira perito.
Quem entende que isso é investimento constrói carreira.

Se você quer ser levado a sério no meio jurídico, comece se comportando como um profissional sério.

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