Você, colega fisioterapeuta, já pensou em migrar para a Fisioterapia Forense, mas trava numa dúvida prática:
“Eu preciso ter consultório para começar?”
Talvez você esteja na clínica, cansado da rotina exaustiva, olhando para a Perícia Fisioterapêutica como uma nova possibilidade de carreira… mas pensando no custo fixo de aluguel, estrutura, recepcionista.
Calma.
Eu vou te contar o que aprendi depois de mais de uma década atuando como Fisioterapeuta Perito e também como Assistente Técnico.
A Transição de Carreira e o Peso do Consultório
Quando comecei, eu tinha consultório.
Era especialista em acupuntura, trabalhava com RPG, atendimentos hospitalares e domiciliares.
Na época, fazia sentido.
Mas quando migrei para a Fisioterapia Forense, a lógica mudou.
Porque a pergunta que você precisa se fazer não é:
“Todo fisioterapeuta precisa de consultório?”
A pergunta correta é:
“Quem atua com Perícia Fisioterapêutica realmente precisa de um?”
E aqui começa o ponto que poucos enxergam.
A Verdade Que Muitos Ignoram
Grande parte das avaliações na Fisioterapia Forense:
- Ocorre no próprio ato pericial
- É realizada no ambiente indicado pelo juízo
- Pode acontecer no escritório do advogado
- Ou até em clínica parceira
Se você atua como Assistente Técnico, por exemplo, muitas vezes você:
- Nem pode avaliar o reclamante previamente, especialmente se estiver pela reclamada
- Só terá contato com o periciado no dia da perícia
Então por que manter um custo fixo alto se o volume não justifica?
Aqui está o ponto estratégico.
O Escritório do Advogado Pode Ser Seu Melhor “Consultório”
Em determinado momento da minha trajetória, advogados parceiros começaram a sugerir:
“Por que você não avalia aqui no meu escritório?”
No início parece estranho.
Depois você percebe que é genial.
Pensa comigo:
- O cliente já sabe onde é
- Ele se sente seguro
- O ambiente é formal
- O advogado ganha autoridade
- Você reduz custo praticamente a zero
- A secretária agenda tudo para você
Isso é inteligência de mercado.
Você deixa de ser apenas o Fisioterapeuta Perito e passa a ser parte estratégica da engrenagem jurídica.
E tem mais.
É marketing silencioso.
Outros clientes entram, veem você atendendo, associam sua imagem à estrutura do escritório.
Isso gera percepção de autoridade.
E autoridade, na Fisioterapia Forense, é moeda.
E Quando Preciso de Estrutura?
Existem casos específicos:
- Avaliações mais complexas
- Pacientes com maior limitação funcional
- Testes que exigem espaço adequado
Nesses momentos, você pode:
- Alugar sala por hora
- Utilizar clínica de colegas
- Fazer parceria formal com outro profissional
Eu mesmo já fiz isso diversas vezes.
Ligo para um colega, alugo a sala por algumas horas, faço a avaliação funcional, elaboro o parecer em home office.
Simples.
Sem custo fixo.
Sem dor de cabeça.
Quando Vale a Pena Ter Consultório?
Agora vamos ser honestos.
Se você:
- Atua com grande volume de avaliações prévias
- Trabalha com DPVAT em escala alta
- Atende diariamente 8, 10, 15 pacientes
- Construiu identidade local forte
Aí sim, pode fazer sentido.
Mas isso é modelo de negócio.
Não é exigência da Fisioterapia Forense.
Percebe a diferença?
O Que Realmente Importa na Perícia Fisioterapêutica
Na prática, o que sustenta sua atuação como Fisioterapeuta Perito não é o endereço físico.
É:
- Domínio técnico
- Capacidade de análise funcional
- Conhecimento da CIF
- Entendimento de nexo causal
- Clareza na elaboração do laudo
O laudo é como o seu cartão de visitas no processo.
Ninguém pergunta se você tinha ar-condicionado na sala.
O juiz quer saber se sua fundamentação é sólida.
Escritório Fixo Pode Ser Vaidade Disfarçada
Aqui vai uma reflexão desconfortável.
Às vezes o desejo de ter consultório não é estratégia.
É ego.
É a necessidade de “parecer grande” antes de ser grande.
Na Fisioterapia Forense, posicionamento com entrega de excelência desmancha a concorrência.
Não é metragem quadrada.
É consistência técnica.
Conclusão: Precisa ou Não Precisa?
Não.
Você não precisa ter consultório para atuar com Fisioterapia Forense.
Você precisa:
- Parcerias inteligentes
- Organização de agenda
- Estrutura mínima quando necessário
- E principalmente competência técnica
O restante é custo desnecessário na fase inicial.
Se você quer migrar para a Perícia Fisioterapêutica com segurança, reduzir riscos e estruturar sua atuação como Assistente Técnico ou Fisioterapeuta Perito, comece pelo que realmente importa: formação, estratégia e posicionamento.
Consultório é consequência.
Autoridade é construção.
E a pergunta que fica é: você quer status ou quer resultado?
Se quer resultado, talvez esteja na hora de conhecer mais profundamente o caminho estruturado da Fisioterapia Forense e entender como transformar conhecimento técnico em Paz, Prestígio e Pix.
Nos vemos no próximo conselho do perito.